Há pessoas e pessoas, isso já toda a gente sabe, então… o que há a dizer de novo? Provavelmente nada, apenas uma necessidade de disparar sentimentos à toa sem preocupações…Acho que sou como Coimbra, ou se adora ou se detesta, e sendo assim, também ou adoro ou detesto, ou me surpreendem ou me desiludem, com poucos meios-termos a minha vida está cheia de experiências intensas, más ou boas não importa… no fim há sempre algo a reter, lições já aprendi algumas, muitas ainda por vir…
Quando se conhecem pessoas novas, há sempre dentro de cada uma delas um mistério acompanhado de uma vontade de querer e querer descobrir mais, é aí que mais nos surpreendemos a nós próprios, isto porque nos vimos, por umas vezes com uma enorme capacidade de compreensão em entender e aceitar experiências alheias nunca antes toleráveis, por outras vezes condenamos banalidades de que até já fomos alvos. Será isto que nos faz crescer? Talvez… Uma coisa tenho vindo a descobrir, quanto mais expectativas se criam mais desilusões temos, mas será que se podem evitar essas expectativas? Não faz isso parte do desejo de querer mais e melhor? Gosto de pensar que sim, sou uma optimista e raras vezes espero o pior das pessoas… Habituada desde sempre a um bom círculo de pessoas acabo por cometer alguns erros, pensar que quando se partilha alguma intimidade é alguma coisa, um passo que antecede outro e outro… Mas não, acontece que para alguns isso não é nada, mas o que condeno é não haver a noção de que quando me transmitem confiança eu também já confiar, o que implica uma troca de intimidade que julgamos estar segura… e BUM! Afinal não estava… E agora? Como reagir? Fingir que não aconteceu será a solução? Uma sucessão de sentimentos atropelam-se com uma velocidade espantosa, primeiro a paciência, a tentativa de calma esperando que seja meramente um engano nosso, depois o desespero “isto não me está a acontecer!!!”, a revolta segue-se como se de uma traição se trata-se, logo a seguir a tristeza, aquela pessoa já não é quem pensávamos e já não há nada a fazer em relação a isso, mas não acaba aqui… porque na vida dou valor aquilo que realmente tem e não a trivialidades, sigo de cabeça erguida :)
Agora estou feliz e contente, sinto-me bem! Há pessoas que me fazem bem, sabe-me saber que existem e que estão perto de mim. Dá coragem para correr o risco de voltar a enganar, porque simplesmente… vale a pena! Porque se tiver de bater com a cabeça 5000 vezes para encontrar uma pessoa fantástica, a balança fica equilibrada…



