terça-feira, 11 de março de 2008

Everybody is free (to wear sunscreen)

Ladies and gentlemen of the class of '99
"Wear sunscreen"
If I could offer you only one tip for the future, "sunscreen" would be it.

The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists,
whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.
I will dispense this advice NOW!

Enjoy the power and beauty of your youth
Oh, never mind...
You will not understand the power and beauty of your youth until they've faded!

But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself and recall
in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how
fabulous you really looked.
You are not as fat as you imagine.

Don't worry about the future
Or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an
algebra equation by chewing bubble gum.

The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your
worried mind, the kind that blindside you at 4 pm on some idle Tuesday.
Do one thing every day that scares you.

Sing
Don't be reckless with other people's hearts,
Don't put up with people who are reckless with yours.

Floss
Don't waste your time on jealousy,
Sometimes you're ahead, sometimes you're behind.
The race is long and, in the end, it's only with yourself.

Remember compliments you receive,
Forget the insults,
If you succeed in doing this, tell me how.
Keep your old love letters.
Throw away your old bank statements.

Stretch
Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.
The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives.
Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.

Get plenty of calcium,
Be kind to your knees,
You'll miss them when they're gone.

Maybe you'll marry, maybe you won't.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40.

Maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either.
Your choices are half chance,
So are everybody else's.

Enjoy your body,
Use it every way you can.
Don't be afraid of it or of what other people think of it,
It's the greatest instrument you'll ever own.

Dance
Even if you have nowhere to do it but your living room.
Read the directions, even if you don't follow them.

Do not read beauty magazines:
They will only make you feel ugly.

"Brother and sister together we'll make it through,
Someday a spirit will take you and guide you there
I know that you're hurting but I've been waiting there for you
and I'll be there just helping you out
whenever I can..."

Get to know your parents,
You never know when they'll be gone for good.

Be nice to your siblings,
They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go,
but with a precious few you should hold on.
Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get,
the more you need the people who knew you when you were young.
Live in "New York City" once, but leave before it makes you hard.
Live in "Northern California" once, but leave before it makes you soft.

Travel
Accept certain inalienable truths:
Prices will rise.
Politicians will philander.
You, too, will get old.
And when you do, you'll fantasize that when you were young,
Prices were reasonable.
Politicians were noble.
And children respected their elders.
Respect your elders.

Don't expect anyone else to support you.
Maybe you have a trust fund,
Maybe you'll have a wealthy spouse,
But you never know when either one might run out.

Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look 85.

Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it.
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off,
painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.

"Brother and sister together we'll make it through,
Someday a spirit will take you and guide you there
I know that you're hurting but I've been waiting there for you
and I'll be there just helping you out
whenever I can..."

Everybody's Free, Everybody's Free To Feel Good!

sábado, 8 de março de 2008

Quero mais um pouco de tudo

Não me posso queixar, sempre vivi num cantinho do céu (e acredito que muitos não possam dizer o mesmo), isto porque para mim qualidade de vida não é sinónimo de fácil acesso a luxos, para mim é mais qualquer coisa… Poder sentir o que é mau para dar valor ao que é bom, ter bases que nos levam a esforçarmo-nos para ultrapassar um fracasso pessoal, e admiti-lo sem preconceitos nem orgulho, nunca considerar-me derrotada perante obstáculos inesperados e estar preparada para avançar… sim, avançar sem deixar nada nem ninguém assumir o controlo do meu humor e disposição. Poder estar sentada em pleno Inverno numa esplanada à beira-mar a apanhar o sol de fim de tarde (vantagens de se viver na pérola do Atlântico), com um bom livro na mão ou só a tomar café com amigos a recordar velhas aventuras e a rirmo-nos de nós próprios, voltar para casa e ver quem nos proporciona isso e com eles trocar um simples olhar e um sorriso como forma de gratidão… Comportar-me como uma palhaça no meio de um circo enorme e sentir a cumplicidade de quem me rodeia… Ver cidades diferentes, viver nelas, e trazer na memória experiências fantásticas, episódios inéditos mesmo que irrepetíveis… Visitar países trazendo uma recordação pirosa e desejar voltar um dia… Ser capaz de estabelecer novas metas e novos caminhos...
Não, realmente não me posso queixar!
Já vi muitas coisas mas sabe-me a pouco, quero ver muitas mais…

quarta-feira, 5 de março de 2008

Carolina e os Pedros

Açoriano preferido: Pedro
Paixão de adolescência: Pedro
Actor mais simpático: Pedro
Amigo do coração: Pedro
Professor mais bacano: Pedro
1º caloiro deste ano: Pedro
Instrutor de condução: Pedro
Pessoa mais inteligente: Pedro
Surpresa frustrada: Pedro
Maior festeiro: Pedro
Desejo proibido: Pedro

enough!

"Dia do ovo"

Novo conceito: "dia do ovo" por mais que se tente pô-lo direito acaba por cair para algum lado (by JMatias). Hoje terá sido provavelmente um desses dias, por mais que tente fazer a coisa certa, tomar a atitude correcta, nem sempre quem nos rodeia está disposto a isso... Pior, ter a noção de que tenho de passar a guardar muita coisa para mim, não vale a pena desabafar com quem desde logo nos dá razão...
O problema são as opções, quando se tem muitas não se consegue distinguir a melhor da pior, confundem-se and... shit happens!

Suddenly someonde saves the day...!

terça-feira, 4 de março de 2008

Os direitos do coração

Hoje perguntaram-me se já alguém me roubou o coração, claro que já toda a gente se viu nessa situação, a questão é… será que nos roubaram mesmo? Não poderá ter sido antes um esbulho violento, ou um furto, ou uma mera detenção, ou ainda oferecido de bandeja? Acho que podem acontecer todos, um pequeno momento pode criar novos sentimentos por alguém, uma troca de olhares pode determinar um acontecimento futuro sem nos darmos conta...
Ora vejamos, podemos considerar que um episódio intenso pode esbulhar-nos o coração por não ter passado de apenas um… E uma troca de sentimentos que estão prestes a evoluir mas que estão desde logo condenados a nascença não se tratará de um furto? Não há qualquer tipo de coacção, mas deixamos de controlar o que achamos propriedade privada sem admissão de comproprietários… Aquele beijo, dado sem consciência de que podia fazer a diferença será então uma simples detenção, uma vez que há apenas um aproveitamento da tolerância do dono… Oferecido de bandeja será não mais do que uma doação, por espírito de liberdade e à custa do seu património, uma pessoa dispõe gratuitamente de algo em benefício de outrem…
Agora pergunto, poderão os destinatários usar, fruir e dispor de corações perdidos? E a quem atribuir responsabilidade por deterioração ou abando? O que eu sei é que o meu pode a qualquer altura ser objecto de acções de reivindicação, defendo a minha propriedade com unhas e dentes, não há cá usucapiões para ninguém, mas no fundo quem é que nunca se viu privado de escolher o que sente por alguém, e… será mesmo que pode escolher?

domingo, 2 de março de 2008

Vítima de mau olhado

Depois de ter sido estrangulada por um casal maravilha, conseguindo milagrosamente escapar do assalto o pior aconteceu: PERDI O TELEMÓVEL! O pior dos meus pesadelos tornou-se realidade, inconsolável faço um apelo: esqueçam o Tiago da TMN e ajudem-me a mim! Ajudem-me a recuperar os contactos todossssssssssssssssss...! O que fará o desgraçado com o meu telemóvel?! Com os meus números, mensagens, fotografias...?? Oxalá apanhe um choque na primeira chamada que tente fazer!!
Um dia que começou da melhor forma, com o sol de Carcavelos a bronzear as peles pálidas no primeiro dia de praia do ano, na melhor companhia e com a água "não fria" tinha mesmo de ter este final? Acho que não...
Para contar a história restam as cicatrizes no joelho, as marcas no pescoço e agora o meu desgosto...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

E tudo o vento levou…

Há pessoas e pessoas, isso já toda a gente sabe, então… o que há a dizer de novo? Provavelmente nada, apenas uma necessidade de disparar sentimentos à toa sem preocupações…
Acho que sou como Coimbra, ou se adora ou se detesta, e sendo assim, também ou adoro ou detesto, ou me surpreendem ou me desiludem, com poucos meios-termos a minha vida está cheia de experiências intensas, más ou boas não importa… no fim há sempre algo a reter, lições já aprendi algumas, muitas ainda por vir…
Quando se conhecem pessoas novas, há sempre dentro de cada uma delas um mistério acompanhado de uma vontade de querer e querer descobrir mais, é aí que mais nos surpreendemos a nós próprios, isto porque nos vimos, por umas vezes com uma enorme capacidade de compreensão em entender e aceitar experiências alheias nunca antes toleráveis, por outras vezes condenamos banalidades de que até já fomos alvos. Será isto que nos faz crescer? Talvez… Uma coisa tenho vindo a descobrir, quanto mais expectativas se criam mais desilusões temos, mas será que se podem evitar essas expectativas? Não faz isso parte do desejo de querer mais e melhor? Gosto de pensar que sim, sou uma optimista e raras vezes espero o pior das pessoas… Habituada desde sempre a um bom círculo de pessoas acabo por cometer alguns erros, pensar que quando se partilha alguma intimidade é alguma coisa, um passo que antecede outro e outro… Mas não, acontece que para alguns isso não é nada, mas o que condeno é não haver a noção de que quando me transmitem confiança eu também já confiar, o que implica uma troca de intimidade que julgamos estar segura… e BUM! Afinal não estava… E agora? Como reagir? Fingir que não aconteceu será a solução? Uma sucessão de sentimentos atropelam-se com uma velocidade espantosa, primeiro a paciência, a tentativa de calma esperando que seja meramente um engano nosso, depois o desespero “isto não me está a acontecer!!!”, a revolta segue-se como se de uma traição se trata-se, logo a seguir a tristeza, aquela pessoa já não é quem pensávamos e já não há nada a fazer em relação a isso, mas não acaba aqui… porque na vida dou valor aquilo que realmente tem e não a trivialidades, sigo de cabeça erguida :)

Agora estou feliz e contente, sinto-me bem! Há pessoas que me fazem bem, sabe-me saber que existem e que estão perto de mim. Dá coragem para correr o risco de voltar a enganar, porque simplesmente… vale a pena! Porque se tiver de bater com a cabeça 5000 vezes para encontrar uma pessoa fantástica, a balança fica equilibrada…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Os meus saldos

Mês de Fevereiro… o meu mês! Preocupada com coisas fúteis como roupa para a festa de aniversário, acessórios & companhia deparo-me todos os anos com a dificuldade que é encontrar algo diferente, novo, original e de preferência que ninguém tenha pendurado no guarda-fato… SIM, nós preocupamo-nos mesmo com estas coisas (tem dias…), mas vá, neste dia merecemos um desconto, right? Mas a razão deste drama todo tem um nome: SALDOS! Os saldos são aquela época em que toda a gente vai as compras aproveitar aquele casaco que era caríssimo (se ainda tiver lá…), aqueles sapatos vermelhos giríssimos descobertos no fim do mês... enfim, todas as pessoas adoram os saldos! Quanto mais não seja para ter roupa nova no próximo ano… Mas o que me chateia profundamente é a maneira como números do género 40% transformam as pessoas! Mal se consegue entrar numa loja, roupas espalhadas por todos os lados… agora imaginem ir a procura de qualquer coisa diferente rodeados de selvagens neste cenário… Mas ainda há mais um pormenor, no mínimo hilariante… é que à excepção dos somíticos, ninguém gosta de dizer que foi aos saldos, mais depressa se ouve “olha, já nem me lembrava que tinha isto na gaveta” do que “comprei ontem nos saldos” o que até se compreende tendo em conta a imagem que se criou a volta dos desesperados por encontrar tudo a 1€
Mas este ano apercebi-me que não são apenas as lojas que estão em saldos… os HOMENS também andam em saldos! Incrível como desde Janeiro uma avalanche de pretendentes nos bate a porta… terão sido influenciados pelos ciclos da moda? É que se formos a ver bem, há para todos os gostos… desde camisolinhas de meia estação simples que ficam bem com tudo, peças únicas que queremos só para nós e aiiiii de quem se atreva a perguntar onde compramos, depois há também aqueles que, tal como algumas lojas, fazem ao longo do ano temporárias promoções, e o melhor… aquele cheirinho de nova colecção Primavera/Verão, que apesar de nos tentar sabemos que não dá para usar agora mas fazemos logo a reserva… Quanto a nós, para remédio de alguns males é possível encontrar uma solução: se a roupa já não condiz ou não se adapta podemos sempre trespassar a loja!

Quem desejas conhecer?

Depois de algum tempo apeteceu-me voltar aqui e escrever (algumas das) baboseiras que me passam pela cabeça… a falta de sono ajudou…
O hi5 é sem dúvida um dos sites mais vistos por todo o mundo nos últimos tempos em que basicamente os “aderentes” devem descrever-se de alguma forma e podem cuscar-se uns aos outros. Uma das coisas engraçadas que se pode encontrar lá é a resposta a quem gostaríamos de conhecer… Uns desejam personalidades (yeah right…), os contos de fada continuam a deslumbrar muita gente, o glamour das estrelas enfeitiçam pessoas de todos os feitios, o que não passa de pura curiosidade do mistério que pode (ou não…) ser a vida de uma celebridade… Hey! Leiam os tablóides! Mas há ainda quem descreva ao pormenor quem desejam conhecer, desde qualidades requintadas a cor de olhos, pleeeeease! Gostava de saber se alguém alguma vez encontrou a sua alma gémea tal como a descreveu, na verdade nós nunca estamos satisfeitos com o que temos, o que leva a concluir que mesmo encontrando a tal pessoa, seja ela namorado, amigo, whatever… acabamos sempre por procurar novos requisitos, e depois? Vão fazer o quê, alterar o perfil? Falando por mim, o que me interessa realmente é conhecer um bocado mais quem já conheço, não numa política de não querer conhecer pessoas novas, mas sou fã incondicional da naturalidade, da descoberta gradual de pequenas coisas que vão formando um puzzle gigante… Neste momento ando encantada por alguém que mal conheço, será essa a razão do meu encanto? O mistério em volta terá me enfeitiçado tal como as celebridades enfeitiçam alguns? É como se fosse um molho agridoce, sabe bem descobri-lo aos poucos mas não deixa de ser inquietante não saber mais e mais… Como se tivéssemos a desembrulhar um presente numa imensidão de papel, ansiosos por ver o que é, se não passa de mais uma coisa banal ou se é aquilo que andamos à meses loucos para receber, ou nem isso… pode ser apenas uma coisa nova… Por agora ainda estou a descolar a fita-cola, de qualquer das formas um presente é sempre um presente e há sempre uma utilidade a atribuir…

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Direito da Cultura e Baixa Pombalina

O Direito da Cultura, objecto de estudo desta cadeira, como já se teve a oportunidade de ver tem uma base de incidência vasta, inserindo na sua essência um abrangente leque de direitos, de onde se pode facilmente identificar o direito à fruição do património cultural.
O património cultural é alvo de uma protecção intensa, em virtude do disposto no artigo 165.º/1, b) e g) da CRP, cabendo à Assembleia da República e ao Governo legislar sobre esta matéria.
Ao património cultural é inato o direito à fruição cultural, sendo titulares do direito fundamental à cultura os sujeitos passivos, ou seja, todas as pessoas. Por este motivo, cabe ao Estado e às entidades públicas promover a democratização da cultura, nomeadamente a respeito da sua acessibilidade, incentivando e assegurando o acesso de todos os cidadãos, em colaboração com todos os organismos que trabalhem a fim de garantir uma melhor execução e efectivação deste direito, tal como impõe o artigo 73.º/3 da CRP.
A Baixa Pombalina é um visível exemplo de património cultural acessível à generalidade de pessoas, e que demonstra que a actuação do Estado não se deve limitar apenas à promoção e incentivo da fruição do património cultural, mas também à sua eficaz manutenção, assim como à divulgação da sua história, no sentido de alimentar os conhecimentos pessoais de todos.
O património cultural encontra-se, hoje em dia, ameaçado de destruição devido, não apenas a causas regulares de degradação, mas também pela evolução da vida económica e social através de fenómenos de alteração e até da sua própria destruição, desvalorizando o seu valor, quer à escala regional, quer nacional e até mundial.
É possível afirmar que a protecção do património cultural é frequentemente insuficiente a nível nacional, uma vez ser necessário direccionar abundantes meios à sua prossecução e exigir recursos económicos e técnicos a uma manutenção constante e eficaz. Neste âmbito, apresentei no meu trabalho monográfico razões que justificam a classificação da Baixa Pombalina a Património Mundial.
Através da evolução do conceito de direito fundamental, quantitativamente, ao nível do alargamento do catálogo de direitos fundamentais, e quanto ao conteúdo, enquanto realização e protecção da dignidade da pessoa humana, é possível hoje afirmar existir o direito fundamental à cultura. O direito fundamental à cultura tem por base uma dimensão subjectiva e uma objectiva, no que diz respeito à dimensão subjectiva, sempre que exista um dever fundamental há um direito subjectivo próprio, como o dever mínimo de actuação do poder político.
Ora, a continuidade de uma inegável autenticidade funcional da Baixa Pombalina e o desenvolvimento de intervenções sectoriais bem sucedidas, como a recuperação da Praça do Rossio, demonstram a preocupação na boa manutenção deste espaço, reflectindo, não só alguma eficácia do referido dever mínimo de intervenção estatal, mas também a protecção do património pelas entidades públicas.