
O cancro da mama é um problema de saúde pública, apesar de não ser dos mais letais, têm uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher (apenas 1 em cada 100 cancros se desenvolvem no homem).
Actualmente em Portugal com uma população feminina de 5 milhões, aparecem 4500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo por dia 4 mulheres com esta doença.
Para obviar a este estado calamitoso, o auto-exame, o exame clínico e a mamografia são meios para um diagnóstico precoce.
São conhecidos alguns factores de risco para o cancro da mama, muito associados aos estilos de vida e a características reprodutivas inerentes à vida moderna e ocidentalizada. De notar que há entre 5 a 10% dos cancros da mama diagnosticados que aparentam características genéticas e hereditárias que, caso sejam confirmadas, obrigam a um acompanhamento mais precoce e cuidadoso das familiares.
A grande dificuldade em diminuir a prevalência dos factores de risco para o cancro da mama justificam uma prevenção secundária, isto é, que sejam concretizados procedimentos e atitudes de um diagnóstico o mais precoce possível das lesões malignas.
Eles incluem o controlo rigoroso e periódico por mamografia e, quando adequado, ecografia, recorrendo ao aconselhamento pelo Médico Assistente, sobretudo a partir dos 40-45 anos.
Mas em zonas onde já exista o Rastreio Organizado (no nosso País realizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro), todas as mulheres entre os 45 e os 69 anos deverão corresponder ao convite feito pela LPCC em cooperação com os Centros de Saúde e Médicos de Família.
Por outro lado, qualquer lesão confirmada deverá ter uma resposta adequada e atempada nas instituições hospitalares.
Por último, não deverá ser esquecido que existem já disponíveis técnicas cirúrgicas de reconstrução mamária, indispensáveis para uma melhor qualidade de vida através da melhoria da auto-imagem e do auto-conceito da mulher, que se repercutirá no relacionamento com os seus familiares, os quais desempenham um papel extremamente importante no apoio aos doentes com esta patologia.
In www.ligacontracancro.pt