
Já fui e já vim!
Quando me vi a entrar num edifício gigante, a passar por uma segurança extrema e a carregar no botão do 11.º andar... fiquei mesmo assustada! Pensei "Ok Carolina, não faz mal, vais só pela experiência!"
Mal cheguei à recepção mandaram-me esperar com outra candidata
(os seguranças disseram-me que hoje fomos uns quantos...), estava atenta a tudo, ao ambiente frio daquela sala de espera, às advogadas que iam passando a cumprimentar... e foi quando me dei conta: estar fora do meu
habitat natural deixa-me nervosa! Não saber o que esperar, não saber onde me estou a meter é um bocado como jogar ao quarto escuro... Mas o nervosismo não é mau, fico com mais vontade e força para ganhar a batalha!
No meio do filme de 7 cabeças que eu fiz, a entrevista ficou muito longe do que imaginava... mas assim, muuuuito longe mesmo!
Eram duas, só me lembravam os filmes americanos com a dupla
"good cup, bad cup", enquanto uma ria e era simpática, a outra era muito séria e estava hiper atenta a tudo o que dizia, cortando-me a palavra e questionando cada coisa que dizia.
No geral não me pareceu mal
(eu que não sei o que é uma entrevista nem tenho termo de comparação) e fiquei muito contente por não estar no plano de Bolonha (elas então adoraram)!! Aqueles olhinhos brilharam quando lhes disse que estava no 5.º ano, pelos vistos apanharam o dia todo maltinha do Bolonha e eu cheia de sorte por pertencer à última fornada!
Trapalhona por natureza,
claro que tinha de acontecer alguma coisa, right?
E como é óbvio aconteceu! Não estivesse eu habituada a poucos andares (e a subi-los a pé), estava a descer para ir embora e como estava sozinha assim que o elevador parou sai, estava um senhor para entrar e eu a pensar "mais um triste para entrevista...", foi quando me dei conta que estava no 6.º andar de um lado para o outro à procura dos seguranças, dos cartões, da entrada que dava para habitar assim umas 10 famílias... e pronto, mais meia hora à espera que o bicho parasse para me levar com uma câmara de vigilância apontada para mim... bonito.
E pronto, nada demais a acrescentar...
Confesso que me senti como se fosse "o primeiro dia do resto da minha vida" e só isso deixou-me satisfeita, mesmo que não fique naquela sociedade, já diz o povo brasileiro
"valeu!"